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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Marta 1 x 0 Bolsonaro



por Mariana Dias

A prova do ENEM realizada nesse último fim de semana trouxe, dentre outras coisas, uma discussão bastante conhecida, mas que poucos levam a sério: a diferença salarial entre Marta e Neymar. A questão apontou, em números, quanto vale o gol de cada um, deixando para os candidatos interpretarem que o esporte ainda é caracterizado pela identidade masculina no Brasil, fato já conhecido por muitos.

A presença dessa discussão em exames nacionais é bastante relevante. É falando sobre os preconceitos e apontando problemas que as mudanças podem, de fato, acontecer. Ironicamente, no entanto, Bolsonaro não gostou da iniciativa e julgou a questão como “ridícula”, dizendo que o “futebol feminino ainda não é realidade no Brasil”. A fala do presidente, apesar de equivocada e extremamente simplista, não é nem um pouco surpreendente.

Como esperar uma reação diferente de alguém que enxerga mulher como sinônimo de “fraquejada”? Que prega a manutenção de um sistema de submissão feminina? Marta, no entanto, é prova de que mulheres estão longe de serem fracas e inferiores. Seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo, Marta é também a maior artilheira da seleção brasileira (entre homens e mulheres) e a maior goleadora em Copas do Mundo (também entre homens e mulheres, com 17 gols - um a mais que o alemão Klose, a quem é, muitas vezes, dado o título de maior goleador em Copas). Marta representa tudo o que todo jogador de futebol quer ser, e ainda assim recebe milhões a menos, o que mostra que a questão do ENEM está longe de ser ridícula.

Mas será que o futebol feminino realmente não é realidade no Brasil? É claro que há diferenças de investimento, patrocínio, torcida e salários - tudo isso muito graças à história da modalidade, que foi proibida no Brasil por 4 décadas. Mas mesmo com tantas dificuldades, a seleção do país já venceu a Copa América 7 vezes, levou 3 ouros no Pan e 2 pratas nas Olimpíadas. Também foi no Brasil que o recorde de audiência na decisão da Copa do Mundo feminina de 2019 foi batido, superando os Estados Unidos, país que tradicionalmente investe e apoia o futebol feminino. Dá pra imaginar como seriam os recordes e os títulos brasileiros caso a equidade no esporte fosse atingida? 

Em meio a isso tudo, quem não deixou de se pronunciar sobre a infeliz opinião do presidente foi a Marta, que mesmo sem citar nomes, deixou um recado importante: “Uns serão lembrados como os melhores da história, já outros…”. Marta está eternizada como a melhor jogadora do mundo por, pelo menos, muito tempo. Bolsonaro, por sua vez, é o melhor pior presidente que o Brasil poderia eleger.




 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Taboão busca apoio para seu futebol feminino

por Mariana Dias


Tiago Pavini/AFE

Essa não tem sido uma semana fácil para as meninas do Taboão da Serra (@catsfeminino). No dia 21 de outubro, o São Paulo (@spfcfeminino) goleou o time por 29 x 0. Ontem, apenas 4 dias depois, pela 3ª rodada do Paulista feminino, elas sofreram mais uma derrota, agora por 14 x 0, e quem levou a melhor foi a equipe da Ferroviária (@grenasguerreiras). 

Ao final da partida, o time vencedor - jogadoras e comissão técnica - envolveu as meninas do Taboão da Serra em um círculo de aplausos e as presenteou com duas camisas oficiais da Ferroviária. A atitude é digna de muito respeito e admiração, assim como a sequência de placares é chocante, mas há muito a se pensar sobre a desigualdade de investimento na modalidade.


As jogadoras do Taboão da Serra não recebem sequer um salário por sua participação no campeonato. Nini, a líder da equipe, declarou em entrevista que, além da falta de investimento, não há estrutura para que elas possam treinar adequadamente e estar à altura dos outros times. A equipe do Taboão busca apoio para se manter na competição apesar das muitas adversidades e tem mostrado muita garra ao prezar pela oportunidade das meninas de jogar futebol, estas que, até onde sabemos, podem ser novas Martas ou Cristianes. 


Nini Baciega capitã do Taboão da Serra
Foto: Reprodução/ FPF TV 

Até quando haverá tanta discrepância de investimento dentro do próprio campeonato feminino e, especialmente, entre o futebol masculino e feminino? Por que é tão difícil de entender que as mulheres também querem viver do futebol e que força de vontade não é salário?





terça-feira, 17 de setembro de 2019

A luta por visibilidade do Campeonato Feminino na Argentina



Um superclássico entre River e Boca este mês, mas de mulheres.
Na rodada de abertura River e Boca farão o Superclássico


A Copa do Mundo neste ano ajudou muito na visibilidade do futebol de mulheres na Argentina. Em sua terceira participação na competição, apesar delas conseguiram somar apenas dois pontos, elas fizeram um jogo histórico, 3 a 3 diante da Escócia, Las Albicelestes conseguiram empatar a partida na prorrogação depois de estarem perdendo de três a zero.

Essa mesma garra que as jogadoras argentinas tem demostrado dentro de campo, demonstram fora dele. Em 2015, participaram das manifestações do #NiUnaMenos, contra o feminicídio e depois a "Maré Verde" pela legalização do aborto e na Copa se juntaram a Megan Rapinoe pela igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol (e consequentemente fora dele).



Florencia Bonsegundo e a garra da Seleção Argentina na Copa do Mundo


Ao contrário de Leonel Messi, que recebe um salário milionário, o único pagamento que as atletas tem é de um subsídio diário de 150 pesos (US $ 8,50) para treinamento e US $ 25 em viagens. Os treinamentos são instalações da AFA a uma hora de Buenos Aires, e tantas têm que percorrer grandes distâncias por transporte público. Eles pedem pelo menos 500 pesos por dia.

O quadragésimo segundo torneio do futebol feminino argentino tem nome e promete ser um divisor de água: a Primeira Divisão A é a primeira edição profissional da categoria. 


O torneio, que terá patrocínio da Rexona e transmissão pela TNT Sports, será dividido em três fases: 

  • Fase de qualificação - todos contra todos os formatos, 17 datas; 
  • Zona do campeonato - as 8 primeiras jogam, todos contra todos;
  • Zona de permanencia - equipes classificadas de 9 a 17, jogam todas contra todas, ida e volta com três equipes rebaixadas;
  • A equipe consagrada campeã obterá vaga para a Copa Libertadores de Futebol Feminino 2020.
LIderadas por Macarena Sánchez, jogadoras pedem igualdade no futebol feminino


Equipes participantes: Boca Juniors, River Plate, Independiente, San Lorenzo, Racing Club, Rosario Central, El Porvenir, Estudiantes de La Plata, Excursionistas, Gimnasia y Esgrima La Plata, Huracán, Lanús, Platense, S.A.T., UAI Urquiza, Defensores de Belgrano e Villa San Carlos.


Dia 21 de setembro acontece a primeira rodada:




Platense - Racing 
Boca - River 
SAT - El Porvenir 
Villa San Carlos - Rosario Central 
Gimnasia - Huracán 
Lanús - San Lorenzo 
UAI Urquiza - Independiete 
Estudiantes de La Plata - Defensores de Belgrano




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Candelaria, a menina de 7 anos que abalou as regras de gênero do futebol argentino



Candelaria Cabrera tem 7 anos. É de uma cidade que fica a 140 quilômetros de Rosário, terra natal de Leonel Messi, e sua paixão é o futebol, mas é uma menina. É por isso que "Candy" não pode mais jogar em sua equipe, o Huracán de Chabas. As regras da Liga de Futebol Casildense proíbem equipes mistas.

Apenas 68 das 230 ligas regionais da Argentina têm equipes femininas e a de "Candy" não é uma delas. Seu caso foi espalhado pelas redes sociais e chamou a atenção da equipe feminina do Boca Juniors. A história causou repercussão e muitos pais levantaram suas vozes por serem vítimas de casos semelhantes.

"Eu tive que sentar-se com ela e dizer que há pessoas que têm de fazer regras no futebol e que não concordo com o que elas", disse Rosana Noriega, mãe de 'Candy'. "E, bem, nós dois choramos e ela disse: 'aquelas pessoas que fazem as regras são ruins'".

O caso de Candelaria ganhou os noticiários da Argentina


Enquanto ela está oficialmente banida, a equipe deixou ela continuar jogando - pelo menos até que alguma equipe se oponha. O último jogo da Candelaria terminou com a sua equipe vencendo o rival Alumni de Casilda por 7-0. 

"Ninguém deveria dizer que uma garota não pode jogar futebol", disse ela.



Assista a reportagem sobre Candelaria:











segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Confira como ficaram as semifinais do Campeonato Paulista Feminino


A segunda fase do Campeonato Paulista Feminino chegou ao final e agora a competição chega a sua fase decisiva. Numa chave das semifinais e reeditando a final de 2017 estão Santos e Rio Preto, na outra chave ficaram Corinthians e Taubaté. Os jogos foram definidos pelas campanhas das equipes durante toda a competição, sendo que a melhor campanha enfrenta a quarta melhor e a segunda enfrenta a terceira. As datas ainda não foram confirmadas pela FPF.

Buscando seu primeiro campeonato regional, a equipe corinthiana está invicta na competição. Juntando a primeira e segunda fase são 17 vitórias, um empate e nenhuma derrota. 62 gols marcados e 13 sofridos.

Vice-campeãs de 2017 e contando com a ex-técnica da seleção brasileira, Emily Lima, o time das Sereias da Vila conquistaram 12 vitórias até aqui, 4 empates e 2 derrotas. Possuem o melhor ataque com 67 gols e sofreram 16 gols.

Defendendo o título, a equipe bi-campeã do Rio Preto ganhou 8 partias, empatou em 6 oportunidades e saiu derrotado 2 vezes. Marcou 34 gols e tomou 22 tentos.

Pela primeira vez semifinalista, as jogadoras do Taubaté se classificaram tendo 8 conquistas, empatou e 2 jogos e sofreram 8 revezes. Marcaram 30 gols e sofreram 29. 




sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Uruguai sediará a Copa do Mundo Feminina Sub-17




Com objetivo de dar mais visibilidade ao futebol feminino e apoiar a participação das mulheres no esporte, o Uruguai sediará a Copa Mundial Feminina Sub 17 da FIFA 2018. Será realizada entre 13 de novembro e 1º de dezembro e será um instrumento para fortalecer o futebol feminino uruguaio que evoluiu muito nos últimos 20 anos.

Com cerca de 3.500 jogadoras inscritas, o campeonato nacional uruguaio possui duas divisões, A e B e 10 equipes em cada sistema com subida e descida, e os campeonatos Sub 19 e Sub 16 categorias, que são jogados simultaneamente. Além desses que são organizados pela Associação Uruguaia de Futebol (AUF), existem torneios realizados pela Organización de Fútbol del Interior (OFI) e pela Organización Nacional de Fútbol Infantil (ONFI).

A mascote Capi com a seleção uruguaia sub 17



O mundial será realizado em três cidades: Colônia do Sacramento, Maldonado e Montevidéu, divididos em quatro grupos. Duas seleções avançarão para as Quartas de final.

Grupo A: Uruguai, Gana, Nova Zelândia e Finlândia. 
Grupo B: México, África do Sul, Brasil e Japão.
Grupo C: Estados Unidos, Camarões, Coreia do Norte e Alemanha.
Grupo D: Coreia do Sul, Espanha, Canadá e Colômbia.





terça-feira, 31 de julho de 2018

Confira as novidades da Liga Feminina Espanhola



O futebol feminino é uma realidade e seu crescimento é imparável. Uma das chaves para esta evolução é o apoio recebido pelos seus homólogos masculinos, clubes e jogadores. O seu apoio e a visibilidade que dão ao futebol feminino são fundamentais para essa caminhada. #HablamosDeLoMismo já se tornou um lema, uma nova perspectiva, e há muitos exemplos, com campanhas publicitárias e pré-temporadas feitas em conjunto. 

Mas nada são flores. O Barcelona, em viagem para os Estados Unidos, separou os elencos masculino, que viajaram de classe executiva, e o feminino, que viajaram de classe econômica. Isso causou uma avalanche de críticas nas redes sociais, fazendo com que o clube catalão repensar a sua logística para garantir lugar para todas na classe executiva.

Liga Iberdrola 2018/19, a Liga Feminina Espanhola, já é uma realidade. A competição começará no dia 8 de setembro e terminará no dia 5 de maio. Pela primeira vez na história, o calendário da Liga Iberdrola foi elaborado anteriormente ao da LaLiga Santander. 

Como acontece na LaLiga Santander e na LaLiga 1l2l3, o calendário é assimétrico (as rodadas do 1º turno não coincidem com o 2º turno: veja o vídeo abaixo). A competição vai descansar pela primeira vez no final de semana de 8 de outubro. Sábado, 22 de dezembro será o último dia antes do feriado de Natal e a competição será retomada no domingo, 6 de janeiro.



'El Clásico' da Liga Iberdrola, Atlético de Madrid Femenino e FC Barcelona, ​​já tem uma data: na nona rodada, 18 de novembro e no returno no dia 17 de março.


Mulheres no comando técnico

Além disso, há uma novidade na competição: haverá duas técnicos entre os 16 times, Maria Pry (R. Betis Féminas) e Irene Ferreras (Rayo Vallecano).

No Brasileirão Feminino A1, também tem duas técnicas, Emily Lima (Santos) e Ana Lúcia Gonçalves (Ponte Preta).





Na temporada passada o Atlético de Madri conquistou seu terceiro título da competição. Em segundo lugar, ficou o Barcelona, que nesse ano tenta igualar o Atlético de Bilbao, que se sagrou 5 vezes campeão. As duas primeiras equipes se classificam para a UEFA Champions League e a Copa de la Reina.



Confira o vídeo explicando o calendário assimétrico:








quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vem aí o Gauchão Feminino 2018





No dia 22 julho começa a edição Campeonato Gaúcho de Futebol Feminino 2018 da competição, que contará com 14 que participantes. A novidade foi a presença da equipe do Brasil de Farroupilha que participará pela primeira vez do estadual.

As equipes participantes desta edição são: Internacional, Grêmio, Oriente, Black Show, Guarani de Lajeado, Novo Mundo, João Emílio, Sapucaiense, Ijuí, Rio Grande, Estrela, Santaritense, Palestra e Brasil de Farroupilha.


As 14 equipes foram divididas em três grupos:
GRUPO AGRUPO BGRUPO C
Rio Grande
João Emílio
Internacional
Sapucaiense
Brasil de Farroupilha
Palestra
Ijuí
Grêmio
Guarani de Lajeado
Estrela
Oriente
Black Show
Santaritense
Mundo Novo
Para as oitavas de final, se classificam 3 equipes do Grupo A, 3 equipes do Grupo B e 02 do Grupo C, aonde será elaborada a tabela de classificação do 1º lugar ao 8º lugar conforme índice de aproveitamento, afim de definir os confrontos mata mata.
A Equipe campeã representará o Rio Grande do Sul na Copa do Brasil de Futebol Feminino de 2019, além de disputar uma vaga no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino - Série A2 de 2019.
A previsão de início é 22 de Julho e o término em 25 de Novembro.

Confira os jogos da 1ª rodada: ​

Rio Grande x João Emílio
Local a Definir - 22/7/2018 15:00

Internacional x Sapucaiense
Campo da PUCRS - 22/7/2018 15:00

Palestra x Ijuí
Local a Definir - 22/7/2018 15:00

Guarani de Lajeado x Atlético Carazinho
Local a Definir - 22/7/2018 15:00

Black Show x Santaritense
Local a Definir - 22/7/2018 15:00

Grêmio x Brasil de Farroupilha
Antônio Vieira Ramos - 22/7/2018 15:00

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Paulista Feminino tem grupos da 2ª fase definidos


Fotos: Léo Roveroni / Assessiva Comunicação


A primeira fase do Campeonato Paulista Feminino 2018 chegou ao fim. Foram treze equipes divididas em dois grupos. Ficaram de fora da segunda fase Francana, Embu das Artes, Juventus, Portuguesa e Centro Olímpico.

Com isso, formam o Grupo 3 Rio Preto, Santos, São José e Audax. O Grupo 4 será composto de Corinthians, Ferroviária e Ponte Preta, Taubaté.

Os resultados da 14ª rodada que valeram para a classificação final foi a seguinte: Rio Preto 4 x 0 Francana Ferroviária 4 x 1 Audax Ponte Preta 5 x 0 Embu das Artes São José 2 x 1 Juventus Santos 5 x 0 Taubaté Corinthians 3 x 0 Portuguesa.

Federação Paulista de Futebol de divulgar em  breve a relação dos confrontos da segunda fase.


Histórico

O Rio Preto, primeiro do Grupo 1 é quem defende o título da competição, a equipe é bicampeã, venceu as edições de 2016 e 2017.

A Ferroviária é a equipe que mais vezes venceu o Paulista, 2002, 2004, 2005 e 2013.

Santos (2007, 2010 e 2011) e São José (2012, 2014 e 2015) tem três conquista cada um.

O Corinthians, única equipe invicta até aqui e primeiro no Grupo 2, ainda não venceu a competição.

Audax, Ponte Preta e Taubaté também buscam seu primeiro título paulista.


Com o fim da Copa do Brasil Feminina, a equipe melhor classificada que não está garantida no Brasileirão Feminino séries A1 ou A2, será indicada para disputa da preliminar que dá vaga a segunda divisão do campeonato nacional. Em 2018, por exemplo, essa vaga seria do XV de Piracicaba, mas como a equipe abriu mão, a vaga na série A2 ficou com o time de Embu das Artes.

Fotos: Léo Roveroni / Assessiva Comunicação
https://www.flickr.com/photos/142799858@N04/sets/72157696621264611









quarta-feira, 20 de junho de 2018

Torcedoras iranianas se tornam símbolo pelo lugar das mulheres nas arquibancadas




Desde 5 de outubro de 1981 nenhuma mulher pôde mais assistir a um jogo de futebol nos estádios do Irã. Mas isso não impediu que um grupo de torcedoras que fosse à Copa da Rússia assistirem a sua seleção.

Recentemente 35 mulheres foram presas por tentar entrar no derby entre Esteqlal e Persépolis, com o presidente iraniano no estádio. Felizmente elas foram libertadas rapidamente. Algumas garotas iranianas se disfarçaram de homens colocando bigodes e barba postiços para conseguir burlar a lei 

Muitas mulheres praticam o futebol no Irã, mas mesmo assim o governo não permite que homens e mulheres se misturem num estádio - o motivo oficial é a preocupação com a segurança das mulheres. 


Nas arquibancadas e nos campos

Cerca de quatro mil meninas iranianas jogam nas categorias juvenis, e o país conta com cinco seleções – adulta, sub-19, sub-16, sub-14 e seleção de futsal. Porém, o futebol feminino no Irã ainda sofre com a falta de estrutura. Faltam campos de futebol para atender toda a demanda das mulheres iranianas. Cada vez mais meninas e mulheres se interessam pelo jogo e não há clubes suficientes para elas. 


No Brasil

Grupos organizados de torcedoras, mobilizam mulheres por mais igualdade e ações efetivas de enfrentamento ao machismo no futebol. É o caso do grupo Mulheres De Arquibancada - Resistência e Empoderamento que propõe organizar resistência contra o machismo e promover maior presença feminina nos estádios. 







quinta-feira, 14 de junho de 2018

Confira as Semifinais do Brasileirão Feminino A2 2018


Terminou ontem (13) a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro Feminino A2. As semifinais do Brasileiro Feminino A2 terão os seguintes confrontos: Internacional-RS x Vitória-BA e 3B Sport-AM x Minas Icesp-DF

Internacional-RS, Vitória-BA e 3B Sport-AM seguem invictos na competição. Até aqui, Luana Ienes Spindler do 3B Sport lidera a artilharia da competição com 10 gols. 

Os jogos de ida acontecem dias 25 e 26 de junho e a volta está programada para 30 de junho e 1 de julho. Os dois finalistas do Brasileiro A2 garantem o acesso para a Primeira Divisão em 2019. As finais estão marcadas para 08 e 11 de julho.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Manaus será sede da Libertadores Feminina 2018



Com isso o Iranduba conquistou a vaga por ser o anfitrião da competição, oferecendo a Arena da Amazônia como campo. Além disso o Santos, campeão do Brasileiro de 2017, e o Audax, que levou a vaga pela conquista da última edição do torneio sul-americano, são os outros brasileiros classificados.

A competição ocorrerá entre 4 e 18 de novembro deste ano, em Manaus. A equipe do Iranduba tinha Corinthians e Deportivo Ita, da Bolívia, como adversários na luta pela competição.

A Arena da Anmazônia comporta 44 mil pessoas e foi um dos locais da Copa do Mundo masculina de 2014, e o Estádio da Colina, para público de 10 mil, são os estádios escolhidos para sediarem jogos da Libertadores.

A jogadora Marta, cinco vezes melhor do mundo, fez campanha para que Manaus fosse a escolhida. A camisa 10 da Seleção teve uma experiência em ver o futebol feminino por lá. Durante os Jogos Olímpicos, o Brasil atuou na cidade ainda pela primeira fase. Os amazonenses lotaram a Arena da Amazônia na ocasião.

Participam ainda da Libertadores representantes de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.




quarta-feira, 11 de abril de 2018

Mulheres de Nahualá tecem seus uniformes de futebol para honrar as suas tradições


Na Guatemala, jogadoras da comunidade indígena Nahualá, resolveram adotar seu traje típico para a prática do esporte.

As praticantes, de 14 a 34 anos, querem levar suas tradições para dentro de campo, ajudando na preservação da cultura de sua comunidade, da qual elas muito se orgulham. Além disso, buscam fortalecer a equidade das mulheres em seu lugar de origem e conseguir um espaço neste esporte.

O uniforme feminino de Xejuyup consiste em uma Popa Po’t (blusa), bordado branco e colorido no pescoço. Popa Po't inclui animais ou representações de "Qucumatz", a serpente emplumada do Popol Vuh . Também há o Uq - corte ou saia - adaptado para shorts do mesmo tecido azul escuro ou preto. Ele também tem vários bordados coloridos nas laterais.

A maioria das jogadoras da equipe teceram e bordaram seu próprio uniforme. Pratica que iniciam com 10 anos de idade.










Os homens da comunidade também tecem seus uniformes.







quinta-feira, 8 de março de 2018

A história centenária do Dick, Kerr's Ladies


O Dick Kerr Ladies FC. Campeãs britânicas invictas em 1920-1921. 
Fotografia: Bob Thomas / Popperfoto / Popperfoto / Getty Images


A Grã-Bretanha estava em guerra contra o Kaiser Guilherme II, o clima era de baixo astral nas fábricas, a produção estava caindo, algo deveria ser feito. "Vamos jogar futebol", sugere alguém. Este chamado foi prontamente atendido na fábrica de munições Dick, Kerr e Co em Preston. E as mulheres assumiram o desafio. 

No dia de Natal de 1917, 10 mil espectadores chegaram a Deepdale, para testemunhar o início da história de sucesso mais fenomenal na história do esporte feminino. Dick, Kerr Ladies conquistou a primeira de muitas vitórias e 600 libras foram levantadas para os soldados feridos. Essa soma em 2017 valeria quase £ 50,000! Sobrava espírito de luta e assim elas conseguiram mais do que poderiam ousar sonhar. 

Jogadoras como Florrie Redford, Lily Parr, Jennie Harris e Alice Kell fizeram história.

Em 1921, a popularidade da equipe estava em seu auge, elas eram a equipe que todos queriam ver. Registrando uma média de dois jogos por semana em todas as ilhas britânicas jogaram mais de 60 partidas de futebol naquele ano enquanto ainda trabalhavam em tempo integral na fábrica, sendo vistas por quase 900 mil pessoas em todo o país. 


Nesse mesmo ano, a Associação de Futebol proibiu o jogo das mulheres, alegando que o futebol era "inadequado para as mulheres e não deveria ser encorajado". Alguns também sugeriam que o futebol era um jogo perigoso para as mulheres e que poderia afetar seriamente sua fertilidade. Assim a FA aplicou um golpe letal e proibiu as meninas de usar os campos da liga, mudando efetivamente o curso do futebol feminino para sempre.

O espírito de luta do Dick, Kerr Ladies não pôde ser quebrado e elas continuaram a jogar futebol contra todas as probabilidades. Viajaram para a Escócia e para os Estados Unidos. Jogaram até 1965, mas infelizmente foram obrigadas a dissolver a equipe devido à falta de jogadoras. 

Em 1966, a Inglaterra venceu a Copa do Mundo e a prática do futebol varreu o país, não faltavam garotas querendo participar do jogo. Mas era tarde demais para Dick, Kerr Ladies. A Associação de Futebol Feminino foi formada em 1969 e a FA eventualmente reconheceu o futebol feminino em 1971, cinquenta anos depois, eles o tinham banido.

Para comemorar cem anos da sua primeira partida no Preston North End no dia de Natal de 1917, um magnífico memorial foi inaugurado em 2017.

Viva o Dick, Kerr Ladies!



Placa na fábrica onde começou o Dick, Kerr Ladies





Fontes:
http://www.dickkerrladies.com
https://twitter.com/dickkerrcup
https://www.theguardian.com/football/blog/2009/sep/09/england-women-football