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domingo, 20 de dezembro de 2020

A volta dos torcedores na Premier League



Dia 23 de novembro Boris Johnson anunciou que o principal campeonato de clubes do mundo, a Premier League, voltaria a ter torcida, de forma reduzida, mas voltaria.

Para decidir onde e quais jogos poderão ter torcida, foi feita uma de divisão em três níveis (esses definidos pela quantidade de circulação do vírus). O primeiro nível com uma menor circulação do vírus, os estádios poderão encher 50% de sua capacidade ou 4mil pessoas no máximo. No segundo nível, 50% da capacidade não podendo ultrapassar 1mil lugares. O terceiro e último nível seria o de proibição total.

Óbvio que pelo lado da diversão, até porque o inglês realmente gosta de futebol, do espetáculo, é ótimo. Mesmo com poucos jogos já conseguimos ver a diferença que faz.

Mas apenas a questão da alegria passa longe dos REAIS INTERESSES da volta.

A volta é um grande alívio financeiro para os clubes que vem sofrendo fortes impactos financeiros com a ausência da torcida. O Manchester United recentemente anunciou um déficit de £ 23,2 milhões quase R$ 170 milhões! O Tottenham um déficit de £ 63,9 milhões, por exemplo os Spurs arrecadaram £ 68,6 milhões no período anterior.

Segundo levantamento da BBC feita 2011 o custo médio custo médio do mais barato para uma partida de primeira divisão da Inglaterra era de aproximadamente £ 30,68, isso em 2011!

Outro fato é a dificuldade de comprar ingressos avulsos pelo sucesso que são os ‘’season tickets’’ ou seja a pessoa já compra a temporada INTEIRA de jogos em casa. Em 2019 o preço do ‘’season ticket’’ mais barato do Arsenal era de £891!

A elitização do futebol inglês e também de quem frequenta já criou até um nicho de turismo que prioriza a Championship (2° divisão) por ter ingressos mais baratos, ambiente mais animado.

A volta é polêmica pelas questões sanitárias, mas se tratando de Premier League era  muito claro que a barra seria forçada, com o campeonato de clubes mais visto do mundo e ingressos caríssimos a volta de torcidas no estádio era questão de tempo independente do tamanho do problema.

A pandemia nos trouxe algo como um noticiário de guerra, de início nos assustávamos, depois passamos a tratar o absurdo como normal, infelizmente para a lógica financeira que faz girar a Premier League era questão de tempo para as questões sanitárias ficarem em segundo plano.

Óbvio que os protocolos de lá são interessantes, mas o triste é que a volta da torcida na Inglaterra ABRE PRECEDENTE para volta EM NOSSO FUTEBOL aqui e é aí que mora o perigo.

Falhamos como país, nós não conseguimos enfrentar a pandemia, até o momento do texto são quase 200.000 vidas perdidas(oficialmente), e volta de torcida no futebol aqui seria mais uma tragédia sanitária que enfrentaríamos nesse momento.

A frase ‘’cada dia um 7x1 diferente’’ virou uma tatuagem em cada um nessa pandemia e é difícil ver luz no fim do túnel.


Texto: Guilherme Mathias




segunda-feira, 6 de maio de 2019

Campeões no passado lutam pra voltar a Premier League





No último domingo, 05 de maio, o Norwich City, fundado em 1902, conquistou a Championship 2018-2019. O clube do leste da Inglaterra alcançou 94 pontos nas 46 rodadas da disputada 2ª divisão inglesa. O grande destaque da equipe foi o atacante finlandês Teemu Pukki. Ele marcou 29 vezes e sagrou-se artilheiro da Championship. O vice-campeão foi o Sheffield United. O clube fundado em 1889 e campeão inglês no final do século XIX, temporada 1897-1898, garantiu o acesso direto nas últimas rodadas. Norwich e Sheffield United já pensam na Premier League temporada 2019-2020. A partir do próximo final de semana, Leeds United, West Bormwich, Aston Villa e Derby Count estarão envolvidos nos playoffs pra definição da última vaga de acesso à primeira divisão da Inglaterra.

O Leeds United, fundado em 1919, terminou na 3ª posição e vai enfrentar o Derby Count, 6º colocado, nas semifinais dos playoffs. A equipe, dirigida pelo revolucionário Marcelo Bielsa, passou grande parte do campeonato na primeira e segunda colocação, mas tropeços nas últimas rodadas adiaram o sonho de voltar a Premier League pelo acesso direto. O clube já foi campeão inglês por três vezes. Sua última conquista foi na temporada 1991-1992. Os destaques do elenco atual são o atacante inglês Kemar Roofe, artilheiro da equipe com 14 gols, e o meio-campista espanhol Pablo Hernández, que marcou 12 gols nessa temporada.

Quem ficou com a 4ª colocação foi o West Bromwich. O time é dirigido por James Shan, que substituiu Darren Moore no comando técnico durante a competição. Os destaques desta temporada são os goleadores Dwight Gayle, que balançou a rede 23 vezes, e Jay Rodríguez com 22 gols na Championship. O clube da região de West Midlands, fundado em 1878, foi campeão inglês na temporada 1919-1920.

O gigante Aston Villa terminou na 5ª posição depois de uma arrancada fantástica nas últimas rodadas, com direito a dez vitórias consecutivas antes do empate com o Leeds, na penúltima rodada. O time do técnico Dean Smith tem como destaques os jovens Tammy Abraham, atacante inglês vice-artilheiro da competição com 25 gols, e Jack Grealish, meio-campista formado nas categorias de base do clube. Abraham está emprestado pelo Chelsea e deve deixar o Villa depois dos playoffs. O clube da cidade de Birmingham foi fundado em 1874 e tem sete títulos da primeira divisão inglesa. A última conquista foi na temporada 1980-1981.

O Derby Count se garantiu nos playoffs na última rodada com uma vitória em casa diante do West Bromwich, 3 x 1,  e terminou na 6ª posição. A grande estrela da companhia é Frank Lampard. Treinador de primeira viagem, Lampard conseguiu montar uma equipe organizada, aproveitando a qualidade do meia Tom Huddlestone e do atacante Harry Wilson, que marcou 14 gols no campeonato. O clube é bicampeão inglês. Levantou a taça na temporada 1971-1972, dirigidos pelo lendário Brian Clough, e 1974-1975.



Sábado (11/05): Aston Villa x West Bromwich Albion
Sábado (11/05): Derby County x Leeds United
Terça (14/05):  West Bromwich Albion x Aston Villa
Quarta (15/05): Leeds United x Derby County
Segunda (27/05): Championship play-off final,  Estádio de Wembley







quarta-feira, 14 de março de 2018

Cientista Stephen Hawking tinha teorias sobre futebol



Stephen Hawking, que morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 76 anos, destacou-se pelo seu trabalho na área da relatividade e dos buracos negros, mas também o futebol foi alvo das suas teorias. 

Antes do Mundial de 2014, disputado no Brasil, o físico britânico estudou as performances da seleção inglesa nos Campeonatos do Mundo, tendo apresentado as suas conclusões de forma a ajudar a seleção de Sua Majestade a conquistar o Mundial. Mas o técnico inglês na altura, Roy Hodgson, parece ter ignorado as descobertas de Hawking... e Inglaterra não foi além da fase de grupos. 


A teoria futebolística de Stephen Hawking:

1- A seleção inglesa tinha mais probabilidade de vencer numa tática de 4-3-3; 

2- A seleção de Inglaterra deve jogar de vermelho, o seu uniforme alternativo, já que foi assim que ganhou mais vezes e porque essa cor "faz sentir as equipas mais seguras" e projeta-as como conjuntos "mais agressivos e dominantes", explicou.

3- afirmou que os dados indicam que os jogadores carecas ou louros têm mais possibilidades de marcar, ainda que o motivo pelo qual isso acontece "continua a ser um dos grandes mistérios da ciência", brincou. 

4- Um aumento de temperatura de cinco graus reduzia em 59% as hipóteses de Inglaterra vencer, assim como o efeito do jet-leg (desconforto com mudanças de fuso horário). 

5- Hawking referiu também que a seleção inglesa beneficiaria se jogasse ao nível do mar e se os encontros tivessem início às 15 horas. 


O físico britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos

E se algumas destas variáveis eram impossíveis de controlar, como por exemplo o local e hora dos jogos, outras foram ignoradas por Roy Hodgson... e Inglaterra apresentou-se em campo, nos três jogos que disputou, com o equipamento principal, ou seja de branco. 

No primeiro jogo, disputado sob a umidade de Manaus, Inglaterra perdeu 2-1 com Itália. No 2.º encontro, Inglaterra perdeu com o Uruguai, pelo mesmo resultado. E com duas derrotas, a seleção orientada por Roy Hodgson despediu-se do Mundial do Brasil com um 0 a 0 frente à Costa Rica.




fonte: https://www.record.pt

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O futebolista inglês que jogou 90 minutos sangrando


Se um jogador, depois de uma jogada forte, é ferido e começa a sangrar em campo, o árbitro determinará que o atleta que esteja sangrando deixe o campo de jogo. O jogador só poderá regressar após receber um sinal do árbitro, depois que este se assegure que o sangramento parou e que não existe sangue no equipamento.

Nem sempre foi assim... Conheça a história de Terry Butcher, o "açougueiro"!



Nascido em Cingapura, se mudou com a família para a Inglaterra, onde começou a jogar futebol no Ipswich Town, onde marcou 16 gols, depois ele foi ao Rangers FC da Escócia e, ao mesmo tempo, ele se juntou à equipe nacional da Inglaterra. 

A história sangrenta começa aqui. Ele jogou como um defensor central, em 1989 contra Suécia, uma partida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo na Itália em 1990. 

Depois de uma dividida de cabeça no começo do jogo, Terry Butcher se feriu e o resultado você pode conferir nas imagens a seguir:



Butcher lembra em uma entrevista de 2009 que a partida exigiu que ele permaneça inteiro, seja lá o que acontecesse. "Você é o capitão do seu país, é a eliminação da Copa do Mundo contra a Suécia. (...) Precisávamos do resultado. Bryan Robson não estava jogando e Peter Shilton não queria ser capitão na noite, então eu fiz isso ", disse ele. A Inglaterra se classificou para a Copa de 90 e seguiu até a semifinal, quando foi eliminada pela Alemanha Ocidental.

No antológico gol de Maradona na Copa de 1986, o "açougueiro" (que jogou 77 jogos pela seleção inglesa) tentou parar o argentino com um carrinho. Não deu:




terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O dia em que Cantona tentou chutar, literalmente, o racismo para fora do futebol





No dia 25 de janeiro de 1995, o futebol inglês viveu um incidente que ficou marcado na história da Premier League. Expulso no empate por 1 a 1 entre Crystal Palace e Manchester United, o atacante francês Eric Cantona, eleito o melhor jogador da história dos Red Devils, reagiu à provocação de um torcedor e correndo na direção das arquibancadas, deu uma voadora em um jovem chamado Matthew Simmons.

Simmons teria gritado: "Volte para a França com a puta da sua mãe, bastardo!", após descer 11 degraus nas arquibancadas. O ídolo do Manchester diz não se arrepender nem um pouco do episódio.

Em uma entrevista à BBC, quando perguntado sobre algum momento inesquecível de sua carreira, o ídolo do Manchester disse:

Foi quando dei o chute kung fu em um hooligan, porque este tipo de gente não tem nada o que fazer em um jogo. Acredito que é um sonho para alguns dar um chute neste tipo de gente. Assim, eu fiz por eles, para que ficassem felizes. E eles falam até hoje sobre isso. Eu já vi muitos jogadores marcando gols e todos eles sabem a sensação. Mas esta, de pular e chutar um hooligan, não é algo que você encontra todos os dias.”