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terça-feira, 11 de setembro de 2018

A Seleção da União Soviética contra Pinochet

Memorial criado no Estádio Nacional para não se esquecer do passado sangrento


Há 45 anos, no dia o 11 de setembro de 1973, um golpe militar liderado por Pinochet depôs o governo popular, democrático e socialista de Salvador Allende, no Chile, iniciando uma das mais sangrentas ditaduras da história. 

Pela repescagem para a Copa do Mundo de 1974, que aconteceria na Alemanha, Chile e União Soviética decidiriam a última vaga. Após um empate por 0 x 0 na partida de ida, no dia 26 de setembro, em Moscou, quinze dias após o golpe, veio o jogo de volta, no dia 21 de novembro de 1973, no Chile.

Os russos se negaram a entrar em campo num estádio onde até poucos dias atrás se torturava e executava gente. A União Soviética, que mantinha boas relações com o Governo Allende, tinha anunciado o rompimento de relações diplomáticas com o Chile.

O gol de da imagem abaixo, sem adversário em campo, nem precisava ser feito, foi só para simbolizar a vitória. Um dos mais tristes e vergonhosos da história.

Na Copa, a seleção chilena foi eliminada na primeira fase, enquanto a seleção soviética voltaria a uma Copa do Mundo em 1982. Pinochet encerrou seu mandato somente em 1990.



Valdez marca no gol vazio

Presos políticos no Estádio Nacional 



Fontes:
https://twitter.com/impedimento
http://futebolnostalgico.blogspot.com/2013/01/chile-x-uniao-sovietica-eliminatorias.html
http://www.vermelho.org.br/noticia/224656-1
https://blogpalavrasdiversas.wordpress.com/2014/06/08/a-farsa-de-1973-o-gol-de-pinochet-no-estadio-nacional/

quinta-feira, 12 de julho de 2018

História das Copas #7 – Seleções que viraram na final



5 – Uruguai 50



No último jogo, contra o Brasil, o Uruguai só tinha uma opção: vencer. A seleção brasileira jogava com a vantagem do empate e um país inteiro à espera da conquista do tão sonhado título. Não havia um que não acreditasse. Mais de 200 mil pessoas se espremeram no Maracanã para comemorar mais do que propriamente torcer. 

O time ainda abriu o placar, com Friaça, a um minuto do segundo tempo, só aumentando a euforia. Mas, sob o comando de Obdulio Varella, a Celeste se agigantou. Tudo começou a mudar com o empate de Schiaffino, aos 21. E depois o gol da vitória de Ghiggia, aos 34, deu início ao Maracanazo, num dos maiores silêncios ensurdecedores da história do futebol. E o Brasil chora até hoje essa derrota.



4 – Alemanha 74 



Foi impressionante. Na saída de bola, durante um minuto, a Holanda tocou a bola de pé em pé. Só parou quando Cruyff foi derrubado na área. Era apenas o início da partida, e a equipe laranja tinha um pênalti a seu favor sem que os alemães sequer tivessem tocado na bola. Neeskens bateu e fez 1 a 0. 

Parecia que a Holanda atropelaria a Alemanha e seria campeã mundial pela primeira vez. Só parecia. Os donos da casa equilibraram a partida, conseguiram controlar Cruyff e viraram o jogo. Breitner, também de pênalti, e Gerd Müller marcaram. Todos os gols saíram no primeiro tempo. Depois, Franz Beckenbauer, o Kaiser alemão, foi o primeiro a levantar o novo troféu, a Taça Fifa.



3 – Brasil 62 



Sem Pelé, e com Garrincha absolvido da expulsão contra o Chile, o Brasil entrou favorito no Estrádio Nacional de Santiago para a final contra a Tchecoslováquia. Foi surpreendido com o gol do craque Masopust aos 15 minutos, mas não esperou muito para o empate: dois minutos depois, Amarildo, sem ângulo, marcou em falha do goleiro Schrojf. 

No segundo tempo, o Possesso, que substituiu Pelé, dessa vez foi garçom e serviu Zito para desempatar, aos 24. E Vavá, em nova falha do arqueiro, fez o terceiro, aos 33. Com muita febre, Garrincha nem se destacou tanto na final, mas nem precisou. O Brasil era, com toda justiça, bicampeão mundial.



2 – Alemanha 54 



O jogo foi sensacional. Os alemães armaram uma arapuca para os húngaros: dessa vez com o time completo (no duelo na primeira fase usara um time misto): o técnico Sepp Herberger colocou Fritz Walter, um dos destaques de sua equipe, colado em Hidegkuti, o garçom adversário, e pediu que o contra-ataque fosse em bloco. 

Após estar perdendo por 2 a 0, a Alemanha virou para 3 a 2 e conquistou seu primeiro Mundial. Puskas, aos 6, e Czibor, aos 8 minutos, abriram o placar ainda no primeiro tempo. Mas a reação surgiu logo com aos 10 e 18 minutos com Morlock e Rahn, autor também do gol do título, aos 39 minutos do segundo tempo, quando os húngaros davam visíveis sinais de problemas físicos no lotado estádio Wankdorf, em Berna - 60 mil pessoas vibraram com o jogaço.



1 – Brasil 58



Pelé e Garrincha já haviam surpreendido o mundo quando pisaram em campo para a final. O Brasil entrou favorito e vestindo azul e com mudança na lateral direita: De Sordi, contundido, deu lugar a Djalma Santos, que pela sua única atuação foi eleito o lateral da Copa. Mas antes de brilhar, viu os suecos saírem na frente com Liedholm, aos quatro minutos. 

Ainda na primeira etapa o Brasil virou: Mané na linha de fundo, centro para Vavá. Duas vezes, aos 9 e 32.. No segundo tempo, Pelé fez 3 a 1 com direto a chapéu no marcador, aos 10. Zagallo aumentou aos 23. A Suécia diminuiu com Simonsson, aos 35. Mas era dia do Brasil. O novo Rei do Futebol fechou o Mundial com o quinto gol aos 45, e a Seleção finalmente conquistava o mundo pela primeira vez.




Veja mais:



Hístória das Copas #1 - Seleções que surpreenderam










Fonte: https://goo.gl/fqWGwQ


quinta-feira, 5 de julho de 2018

A verdadeira derrota da Colômbia




A Colômbia está eliminada da Copa da Rússia. A eliminação sofrida na terça-feira (3), aconteceu nas cobranças de pênaltis depois do empate de 1 a 1 no tempo normal e a persistência desse placar na prorrogação. Yerry Mina, de cabeça, fez seu terceiro gol no Mundial contra os ingleses. A Inglaterra conseguiu sua primeira vitória nas penalidades na história das Copas. 

No mesmo dia, soube-se que em Cauca, terra natal do colombiano Yerry Mina, autor de três gols na Copa, sete camponeses foram massacrados. Na região do Caribe, um líder comunitário foi morto enquanto assistia ao jogo. Antes, um professor havia sido ameaçado de morte por um comandante paramilitar. Recentemente, em Medellín, vários assaltantes entraram na casa de um jornalista e roubaram seus arquivos e equipamentos de trabalho. Só em 2018, 98 líderes sociais foram mortos.

Os colombianos no Cauca reagem durante o jogo do tricolor contra a Inglaterra. 
Crédito Luis Robayo / Agência France-Presse - Getty Images


Essa realidade colombiana não está muito distante da realidade brasileira. No dia 15 de março de 2018, A vereadora, socióloga, ativista dos movimentos feminista e negro, Marielle Franco, foi executada no centro do Rio de Janeiro. Marielle, a quarta vereadora mais votada na cidade, atuava na comunidade da Maré, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a violência e os abusos policiais no bairro de Acari. Desde 2014, ao outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram mortos em diferentes regiões do Brasil. 







Fonte:
https://www.nytimes.com/es/2018/07/03/la-verdadera-derrota-de-colombia/?smid=fb-share-es
https://www.revistaforum.com.br/nao-e-so-marielle-24-casos-de-liderancas-politicas-mortas/

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Torcedoras iranianas se tornam símbolo pelo lugar das mulheres nas arquibancadas




Desde 5 de outubro de 1981 nenhuma mulher pôde mais assistir a um jogo de futebol nos estádios do Irã. Mas isso não impediu que um grupo de torcedoras que fosse à Copa da Rússia assistirem a sua seleção.

Recentemente 35 mulheres foram presas por tentar entrar no derby entre Esteqlal e Persépolis, com o presidente iraniano no estádio. Felizmente elas foram libertadas rapidamente. Algumas garotas iranianas se disfarçaram de homens colocando bigodes e barba postiços para conseguir burlar a lei 

Muitas mulheres praticam o futebol no Irã, mas mesmo assim o governo não permite que homens e mulheres se misturem num estádio - o motivo oficial é a preocupação com a segurança das mulheres. 


Nas arquibancadas e nos campos

Cerca de quatro mil meninas iranianas jogam nas categorias juvenis, e o país conta com cinco seleções – adulta, sub-19, sub-16, sub-14 e seleção de futsal. Porém, o futebol feminino no Irã ainda sofre com a falta de estrutura. Faltam campos de futebol para atender toda a demanda das mulheres iranianas. Cada vez mais meninas e mulheres se interessam pelo jogo e não há clubes suficientes para elas. 


No Brasil

Grupos organizados de torcedoras, mobilizam mulheres por mais igualdade e ações efetivas de enfrentamento ao machismo no futebol. É o caso do grupo Mulheres De Arquibancada - Resistência e Empoderamento que propõe organizar resistência contra o machismo e promover maior presença feminina nos estádios. 







sexta-feira, 15 de junho de 2018

Os maiores artilheiros das Copas


1 - Miroslav Klose (Alemanha)
16 gols - 24 partidas - média de 0,67 - (2002, 2006, 2010, 2014)



2 - Ronaldo (Brasil)
15 gols - 19 partidas - média de 0,79 - (1994, 1998, 2002, 2006)



3 - Gerd Müller (Alemanha Ocidental)
14 gols - 13 partidas - média de 1,08 - (1970, 1974)



4 - Just Fontaine (França)
13 gols - 6 partidas - média de 2,17 - (1958)



5 - Pelé (Brasil)
12 gols - 14 partidas - média de 0,86 - (1958, 1962, 1966, 1970)






quarta-feira, 13 de junho de 2018

História das Copas #6 - Seleções Socialistas



5 - Polônia 74


A Polônia, além de chegar em terceiro lugar, teve o artilheiro da competição, Grzegorz Lato, com sete gols. Extremamente rápido, muito difícil de marcar, o campeão olímpico de dois anos antes deixou sua marca inclusive contra Brasil, em que fez o gol que deu a sua equipe o terceiro lugar no torneio. Antes, marcara duas vezes na vitória de 3 a 2 sobre a Argentina, outras duas na goleada de 7 a 0 sobre o Haiti, uma no triunfo de 1 a 0 contra a Suécia e outra na vitória de 2 a 1 na Iugoslávia.

A Copa também ficou marcada pela participação da Alemanha Oriental, que não conseguiu passar da primeira fase.



4 - Hungria 54


Com destaque para Puskas, a Hungria era favorita, mas acabou sendo derrotada pela Alemanha Ocidental. Os times do país eram patrocinados pelo estado socialista, que via o futebol como meio de união popular e combate ao nacionalismo de caráter fascista do país.

Confira mais no História das Copas #2



3 - Iugoslávia 62


A seleção iugoslava teve o artilheiro dessa Copa, Jerkovic, com cinco gols (depois de uma revisão 31 anos depois da partida por conta de uma confusão na súmula). Na primeira fase ficaram em segundo lugar, na frente de Uruguai e Colômbia e só ficando atrás da União Soviética. Conseguiram chegar até as semifinais passando pela Alemanha Ocidental nas quartas, mas foram parados pela Tchecoslováquia.



2 - Tchecoslováquia 62 



Na primeira fase, os tchecos haviam empatado com o Brasil em 0 a 0. Venceram México e Espanha. E para chegar até a final passaram por Hungria e Iugoslávia. 

Na final, a Tchecoslováquia começou surpreendendo o Brasil com o gol do craque Masopust aos 15 minutos, mas não esperou muito para o empate: dois minutos depois, Amarildo, sem ângulo, marcou em falha do goleiro Schrojf. No segundo tempo, o Possesso, que substituiu Pelé, dessa vez foi garçom e serviu Zito para desempatar, aos 24. E Vavá, em nova falha do arqueiro, fez o terceiro, aos 33. Com muita febre, Garrincha nem se destacou tanto na final, mas nem precisou. O Brasil era, com toda justiça, bicampeão mundial.



1 - União Soviética 66




Essa Copa teve uma grande surpresa: a seleção da Coreia do Norte, que derrotou a Itália e empatou com o Chile na primeira fase, perdendo para Portugal na fase seguinte.

Na primeira fase, os soviético ficaram em primeiro lugar no seu grupo, vencendo Coreia do Norte, Itália e Chile. A União Soviética conseguiu alcançar a sua melhor campanha em copas, sendo derrotada na semifinal pela Alemanha e por Portugal na disputa do terceiro lugar. 

Destaque para o goleiro soviético Lev Yashin, o Aranha Negra. Ele jogou toda a carreira no mesmo clube, o Dínamo de Moscou. Foi medalha de ouro nas Olimpíadas de Melbourne (Austrália) em 1956 e campeão da Eurocopa em 1960







terça-feira, 5 de junho de 2018

Amistoso entre Israel e Argentina é cancelado



O conflito político entre Israel e o povo palestino obrigou a AFA analisar a situação e decidiu não jogar a partida que aconteceria no sábado em Jerusalém. A Associação Palestina de Futebol tinha condenado a realização do amistoso entre a seleção da Argentina e Israel.

"Esta festa é como se comemorássemos o aniversário da ocupação das Malvinas. Seria uma aberração, uma falta de respeito e um ataque ao sentimento do povo argentino.", disse Husni Abdel Wahed, embaixador palestino na Argentina, explicando a magnitude de sua indignação. 

Crianças palestinas escreveram uma carta para Messi, pedindo que ele não jogasse em Israel. Um trecho da carta diz: "Não venha jogar... Esse campo é construído sobre nossa aldeia".

"É doloroso ver que a equipe, que tem o amor e o apoio de tantos cidadãos palestinos e árabes, participa da violação do direito internacional", acrescentaram.

O técnico Sampaoli deve agora procurar uma outra equipe para jogar um amistoso.

Torcedores e defensores dos direitos humanos protestam em treino da seleção argentina.







quarta-feira, 23 de maio de 2018

História das Copas #5 – Seleções que decepcionaram



5 – França 2010




Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, após ter ficado no 2° lugar de seu grupo, perdendo a vaga direta para a Sérvia, a França apenas conseguiu o seu lugar na repescagem, diante da Irlanda, com um gol polêmico, em que o atacante Thierry Henry conduziu a bola com a mão antes de fazer o passe para o seu companheiro de equipe, Gallas, que completou a jogada marcando o gol da classificação. 

Na Copa do Mundo, porém, marcou apenas um ponto nos três jogos que disputou e foi eliminada na fase de grupos. Durante o fracasso na Copa, muitos problemas internos chegaram ao conhecimento público, como as brigas entre o atacante Nicolas Anelka (que viria a ser cortado ainda na disputa do certame) e o treinador Raymond Domenech, e entre os meias Gourcuff e Matuidi, fatos que, provavelmente, afetaram o desempenho do time em campo.


4 – Espanha 2014




De candidata forte ao título, a campeã mundial de 2010 virou sinônimo de fracasso no Brasil ao ser eliminada já na segunda rodada, derrota para o Chile por 2 a 0. 

Casillas, herói na África do Sul, virou vilão ao falhar em três dos sete gols sofridos pelo time espanhol; Xavi, motor máximo da equipe, foi parar no banco no segundo jogo; Sergio Ramos, aparentemente no melhor momento da carreira, foi engolido pelo ataque da Holanda (5 a 1); David Villa, maior goleador da história da seleção, só foi jogar na terceira partida contra a Austrália (3 a 0), quando a Fúria já estava fora.


3 – Argentina 2002




O time treinado por Marcelo “Loco” Bielsa, um dos grandes candidatos ao título, com Samuel, Zanetti, Simeone, Sorín, Verón, Ortega e Batistuta compunham a espinha dorsal do time, que no banco contava ainda com gente do quilate de Aimar e Crespo,  naufragou de maneira calamitosa ainda na fase de grupos do Mundial. 

Venceu a Nigéria (1 a 0). Perdeu da Inglaterra (1 a 0). E caíram frente a Suécia no empate em 1 a 1. A Suécia, que, explorando os contra-ataques, jogou melhor no segundo do que no primeiro tempo, acabou como campeã do grupo F.


2 – Brasil 2014



O vexame no Mineirão entrou para a história das Copas do Mundo, do Brasil e do futebol. A goleada por 7 a 1 aplicada pela Alemanha, pela semifinal do Mundial, foi a maior derrota dos mais de 100 anos da seleção brasileira. Deixou lágrimas nos torcedores e uma mancha no que é considerado o símbolo de talento do esporte no planeta.

"Gol da Alemanha" virou bordão, motivo de piada. Cada vez que as redes do Mineirão balançaram, no dia 8 de julho de 2014, o coração de 200 milhões de brasileiros estremeceu. Quatro ano depois, as feridas do 7 a 1 estão longe de ser curadas.



1 – Brasil 50



Nunca uma seleção brasileira entrou tão favorita para ganhar um Mundial como a de 1950. O técnico Flávio Costa tinha em suas mãos grandes jogadores. Quando goleava por 6 a 1 a Espanha no Maracanã, dando show de bola, e a torcida cantava esfuziante "Touradas em Madri", não havia um brasileiro que não considerasse aquele time imbatível. Mas os problemas na preparação - o oba-oba ficou fora de controle até durante a concentração - atrapalharam a equipe, que na primeira fase goleou o México por 4 a 0, depois empatou por 2 a 2 com a Suíça e venceu a Iugolávia por 2 a 0. Depois, foram duas goleadas históricas, antes da tragédia para o Uruguai: 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre os espanhóis.

No último jogo, contra o Brasil, o Uruguai só tinha uma opção: vencer. A seleção brasileira jogava com a vantagem do empate e um país inteiro à espera da conquista do tão sonhado título. Não havia um que não acreditasse. Mais de 200 mil pessoas se espremeram no Maracanã para comemorar mais do que propriamente torcer. O time ainda abriu o placar, com Friaça, a um minuto do segundo tempo, só aumentando a euforia. Mas, sob o comando de Obdulio Varella, a Celeste se agigantou. Tudo começou a mudar com o empate de Schiaffino, aos 21. E depois o gol da vitória de Ghiggia, aos 34, deu início ao Maracanazo, num dos maiores silêncios ensurdecedores da história do futebol. E o Brasil chora até hoje essa derrota.





segunda-feira, 14 de maio de 2018

BDS pede à Argentina para cancelar jogo em Israel


Gaza vive nesta segunda-feira (14) o dia mais sangrento desde que a onda de protestos palestinos em massa começou em 30 de março. As manifestações de dezenas de milhares de moradores da Faixa—que lançaram pedras e pneus em chamas— devido a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém, matou pelo menos 25 manifestantes e deixou centenas de feridos a bala na fronteira da Faixa de Gaza com Israel por disparos de soldados, de acordo com fontes de saúde que atuam na área. 

É um recorde de vítimas sem precedentes em Gaza em um único dia desde a guerra de 2014. Um porta-voz militar israelense disse que, apesar das advertências emitidas pelo Exército, mais de 35.000 palestinos estão participando dos protestos em mais de uma dúzia de pontos na cerca de separação, com bombas incendiárias e explosivos. A fronteira foi declarada zona militar fechada.

No calendário de jogos de futebol antes da Copa do Mundo na Rússia inclui um jogo a ser disputado em Tel Aviv em 9 de junho, um amistoso entre Argentina e Israel.

Várias organizações de direitos humanos apresentaram uma carta à Asociación de Futbol Argentino que expressa a rejeição e desacordo com a disputa da partida em Israel e que é informada sobre o número de jogadores de futebol palestinos mortos pelo exército israelense. 

A campanha #ArgentinaNoVayas do BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) começou em uma época em que a brutalidade por parte do exército sionista está aumentando. Na carta dizem que o cancelamento desse amistoso “deveria representar a solidariedade de valores do povo argentino em relação a outros povos que são vítimas de opressão, apartheid e genocídio”. Que o objetivo é de mudar sua “política racista e violação dos direitos humanos” e concluiu dizendo: “Pedimos à Argentina que não jogue este jogo em Israel."







Fonte: El País Brasil, pacocol.org e palestinow.com

quarta-feira, 9 de maio de 2018

História das Copas #4 – seleções carismáticas


5 – Costa Rica 2014



Acreditava-se que o time costarriquenho seria o saco de pancadas no chamado "Grupo da Morte", pois tinha três campeões mundiais: Uruguai, Inglaterra e Itália. Nada disso. Começou ganhando por 3 a 1 dos uruguaios. 

Viria então a Itália de Buffon, Chiellini, Pirlo, De Rossi e Mario Balotelli, que vinham de uma vitória contra os ingleses. E o time da América Central venceu, deixando os jogadores e a Arena Pernambuco eufórica com a classificação já garantida! Para encerrar a primeira fase viria a Inglaterra já eliminada, 0 a 0 e o primeiro lugar no grupo.

Nas oitavas de final, a Grécia. Depois de 1 a 1 no tempo normal, a vitória nos pênaltis. Nas quartas de final, encararam a Holanda. O fim do sonho viria também nas penalidades, mas essa seleção da Costa Rica ficaria para sempre na história.


4 – Camarões 94




Depois de uma Copa fantástica em 1990, a seleção de Camarões vinha em 94 como a "queridinha" dos torcedores. Mas em campo não correspondeu, sendo eliminada na primeira fase, empatando com a Suécia (2 a 2) e perdendo para o Brasil (3 a 0) e a Rússia (6 a 1).

O ídolo Roger Milla, na época, se tornou o atleta mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo. Não bastasse isso, balançou as redes na derrota para a Rússia, tornando-se o jogador mais veterano a marcar pela competição.

3 – Jamaica 98



Os Reggae Boyz chegaram na Copa da França com uma enorme expectativa. No melhor estilo "Jamaica Abaixo de Zero", conquistaram, pela primeira vez na história, a classificação para o mundial de forma inesperada e surpreendente.

Porém, em campo os jamaicanos não corresponderam. Perderam para a Croácia por 3 a 1, e foram goleados pelos argentinos por 5 a 0. A vitória sobre o Japão, 2 a 1, foi como um título para os jogadores comandados por René Simões.


2 – Nigéria 98


A seleção nigeriana vinha de uma fantástica virada nas Olimpíadas de Atlanta em cima do Brasil. Na final, depois de estarem perdendo por 3 a 1, viraram o placar em 4 a 3, conquistando a medalha de ouro.

Na Copa, encararam logo na estréia a Espanha, e novamente uma incrível virada em 3 a 2. Venceram a Bulgária por 1 a 0 e já classificados, perderam para o Paraguai por 3 a 1. Nas oitavas de final, com um time irreconhecível, perdeu para a Dinamarca por 4 a 1.


1 – Colômbia 94




Na Copa de 90, René Higuita foi fazer uma de suas "gracinhas" e camaronês Roger Milla agradeceu e foi direto pro gol. A Colômbia perdeu por 2 a 1 na prorrogação e foi eliminada do Mundial da Itália.

Nas eliminatórias para 94, o selecionado da Colômbia parecia ter aprendido a lição. Com um futebol envolvente e técnico, tinha aplicado uma goleada de 5 a 0 nos argentinos, obrigando os hermanos a disputar a repescagem para ir à Copa. Parecia que os colombianos viriam com tudo para aquele mundial, com grandes nomes como Rincón, Valderrama e Asprilla.

Porém, não foi bem isso que aconteceu. Na primeira rodada perderam para a Romênia por 3 a 1 e para os Estados Unidos (o país anfitrião) por 2 a 1. A Colômbia acabou sendo o lanterna do grupo, vencendo apenas a Suíça, na última rodada, quando já estavam eliminados.

Mas não acabou por aí. O gol contra marcado pelo zagueiro Andrés Escobar, da Colômbia, contra os Estados Unidos, poderia ter sido apenas mais um lance de infortúnio na história das Copas. Mas acabou sendo muito mais grave quando o jogador, ao retornar a seu país, foi assassinado. Teria sido vingança de um grupo de apostadores que perdeu dinheiro com a derrota da Colômbia.





quarta-feira, 2 de maio de 2018

História das Copas #3 – Seleções que ganharam jogando feio


5 – Brasil 94 


O Brasil voltou a ser campeão mundial 24 anos depois do tricampeonato. Com um time sólido na marcação e fortalecido por uma dupla de ataque rara, com Bebeto e Romário, a Seleção superou a enorme desconfiança que a cercava e, pouco a pouco, ganhou corpo na briga pelo título.

Na primeira fase a seleção brasileira passou pela Rússia (2 a 0), por Camarões (3 a 0) e empatou com a Suécia com um gol pra cada lado. Nas oitavas venceu os Estados Unidos por um magro 1 a 0, nas quartas em um jogo dramático ganhou da Holanda por 3 a 2 e nas semifinais encararam novamente a Suécia, desta vez vencendo por 1 a 0.

Na decisão duas seleções que não eram brilhantes, mas tinham jogadores expressivos: Baresi e Baggio na Itália, Bebeto e Romário no Brasil. Em jogo muito equilibrado, tenso ao extremo, os finalistas empataram por 0 a 0 no tempo normal e depois na prorrogação. A briga pelo título foi aos pênaltis. E a seleção brasileira foi campeã depois de Baggio mandar sua cobrança por cima do travessão de Taffarel.


4 – Argentina 78 


A Argentina aproveitou como poucos o fator local e foi campeã do mundo pela primeira vez em 1978. A campanha não foi exatamente brilhante. Na primeira fase, os hermanos tiveram duas vitórias (2 a 1 na Hungria e 2 a 1 na França) e uma derrota (1 a 0 para a Itália). Na segunda, só avançaram no saldo de gols, depois de golear o Peru por 6 a 0 - indo a campo sabendo da quantidade de gols de que precisavam para avançar, em jogo que ainda hoje gera suspeitas.

Na final contra os holandeses, começaram na frente com gol de Kempes no primeiro tempo, mas tomaram o empate na etapa final e ainda tomaram um susto com uma bola que a certou o travessão sul-americano, com o craque Rensenbrick, no último minuto do período normal. Na prorrogação, porém, a Argentina se sobressaiu. Kempes, em bela jogada individual, fez o segundo. E participou da jogada do terceiro, anotado por Bertoni.


3 – Inglaterra 66 


Não foi certamente a Copa do melhor futebol. Mas foi, certamente, a mais polêmica. O English Team até tinha grandes jogadores, como o goleiro Gordon Banks, o zagueiro Bobby Moore, o meia Bob Charlton, o destemido Hurst... Mas a Inglaterra jogava futebol pragmático e acabou campeão pela primeira vez sendo beneficiado pela arbitragem.

Nas quartas os ingleses abusaram da violência para parar os “Hermanos”, até que Antonio Rattin decidiu reclamar com o árbitro Rudolf Kreitlein. Pra quê? Acabou expulso. Com um jogador a menos ficou fácil para os anfitriões, que venceram a partida com gol de Geoff Hurst no segundo tempo.

Na final, com mais de 120 mil torcedores em Wembley, o English Team iria ganhar a mais polêmica das Copas. O jogo foi emocionante. Haller abriu o placar para os alemães aos 12 minutos, e Hurst empatou aos 18. No segundo tempo, Peters virou para os ingleses aos 33, mas Weber, quase de carrinho, empatou aos 44 e levou a partida para a prorrogação. Aí houve o lance fatal. Aos 11 do 1º tempo, o oportunista Hurst mandou um balaço, a bola bateu no travessão, tocou no chão e voltou. O alemão Hottges, de cabeça, mandou para fora, e os ingleses levantaram os braços pedindo gol. Na dúvida, o árbitro consultou o auxiliar, para quem a bola ultrapassou a linha, o que não aconteceu. Aos 15 do 2º tempo, quando houve até invasão de torcedores considerando a partida encerrada, Hurst, livre, fez o quarto gol. E a discussão passou para a eternidade.


2 – Itália 2006 


Com a Itália, costuma ser assim: chega discreta, passa por sustos, vai crescendo e de repente é campeã. O quarto título mundial da Azzurra fugiu pouco desse roteiro. A primeira fase até que foi tranquila, com duas vitórias e um empate, mas a classificação sofrida nas oitavas de final, por 1 a 0 contra a fraca Austrália, mostrou que sempre haverá um percalço no caminho italiano. Depois, a equipe cresceu: passou bem pela Ucrânia, teve classificação histórica na prorrogação contra a Alemanha e bateu a França na decisão.

Um gol de Zidane. Um gol de Materazzi. Quase outro gol de Materazzi. Quase outro de Zidane. E aí a cabeçada do meia no zagueiro. Na prorrogação, o gênio francês foi expulso por agredir seu rival de um duelo histórico. Mesmo assim, o empate por 1 a 1 persistiu na prorrogação. Nos pênaltis, Trezeguet errou sua cobrança, e a Itália foi campeã do mundo.


1 – Itália 82


Na primeira etapa de grupos, a Azzurra teve três jogos. Empatou os três - 0 a 0 com a Polônia, 1 a 1 com o Peru e 1 a 1 com Camarões. Na segunda fase, a Itália caiu em um triangular dificílimo, com Argentina e Brasil.

Contra a Argentina, a Itália mostrou um futebol totalmente diferente da primeira fase: mais aguerrido, mais técnico, mais eficiente, sem erros. Maradona, craque maior do time argentino, foi anulado sem dó pelo “carrapato da Copa”, Gentile.

Se o Brasil era ofensivo e brilhante, herdeiro do "futebol-arte", não tinha eficiência na zaga. Não existia apoio aos laterais e meias que subiam constantemente ao ataque. E, ao deparar com craques defensores como Scirea (um dos maiores líberos da história do futebol), Bergomi, Cabrini e, sobretudo, Gentile, que anulou Zico, o Brasil sucumbiu. Já a Itália mostrou a frieza e a precisão que o Brasil não teve para decidir o jogo. E um centroavante com estrela, Paolo Rossi, que anotou 3 gols na partida. Sócrates e Falcão anotaram para a seleção canarinho, na partida que ficou conhecida como "Tragédia do Sarriá".

Na semifinal despachou a Polônia por 2 a 0. Era novamente aquele roteiro: começou discreta, passou raspando de fase, foi crescendo e acabou campeã.

Na final, atropelou a Alemanha Ocidental: 3 a 1. Com grandes jogadores, como o goleiro Dino Zoff e o defensor Claudio Gentile, a equipe do técnico Enzo Bearzort teve o goleador Paolo Rossi, com seis gols no total, marcados nos três jogos finais.







Fonte: Globo Esporte, A Crítica, Imortais do Futebol, Calciopedia.